Situado entre os ribeiros do Calvão e do Vidoeiro, o chamado Poço das Freitas é um dos mais significativos testemunhos da atividade mineira antiga no Vale do Terva. A zona de extração abarca uma área que se prolonga no sentido N/S por cerca de 1000 m e cerca de 700 m no sentido E/O, sendo claramente percetíveis as zonas de escavação a céu aberto, com inúmeras ‘cortas’ e trincheiras, recortadas por galerias subterrâneas e poços verticais.

Bocas de galerias. Foto TR/VB

No interior de algumas galerias são ainda visíveis os negativos dos escoramentos, sob a forma de rasgos e agulheiros, bem como alguns nichos para colocação das luminárias romanas, as lucernas.

Acredita-se que a lagoa poderá ser o resultado de uma barragem romana.

A lagoa que dá nome ao local, o Poço das Freitas, configura-se como um embalse, podendo ter correspondido a uma saepti (barragem romana), fundamental no processo de exploração mineiro.

Lagoa do Poço das Freitas. Foto TR/VB

Após a intensa exploração de época romana, a zona terá conhecido uma exploração recorrente mas de pouca extensão e episódica, documentando-se a última nos inícios do século XX.

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Fonte: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho 2014, Rotas do Parque Arqueológico do Vale do Terva, Câmara Municipal de Boticas, Boticas.

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