As ‘cortas’ e lagoa do Limarinho constituem a mais notável expressão paisagística da mineração antiga no Vale do Terva. No Limarinho torna-se evidente a dimensão avassaladora da mineração a céu aberto e dos desmontes realizados, como revelam as cortas, trincheiras e pirâmides residuais remanescentes.

As escavações a céu aberto direcionaram-se preferencialmente no sentido N/S, estendendo-se por uma área superior a 2 km2. É também aqui que se conserva o maior poço vertical dos identificados até ao momento, conhecido localmente por minóculo, com uma profundidade estimada de aproximadamente 15 metros, onde ainda são identificáveis os agulheiros do escoramento. Este poço tem defronte o término de uma galeria em salão, onde são visíveis também os negativos do escoramento e dos nichos das luminárias.

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Fonte: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho 2014, Rotas do Parque Arqueológico do Vale do Terva, Câmara Municipal de Boticas, Boticas.

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