Situado num promontório de morfologia cónica, no limite dos concelhos de Boticas e Chaves, o povoado é delimitado por duas linhas de muralhas circundantes, que apresentam um acentuado derrube.

Castro do Muro de Cunhas. Foto TR/VB

O sistema de defesa é complementado por um campo de pedras fincadas, localizado na zona norte do povoado. Na plataforma superior identificam-se vestígios de habitações.

sobrepondo parcialmente uma das linhas de muralha, conserva-se um pequeno eremitério.

Na vertente oeste, sobrepondo parcialmente uma das linhas de muralha, conserva-se um pequeno eremitério, parcialmente encaixado no afloramento rochoso. No seu interior registam-se algumas impressivas inscrições e símbolos gravados em baixo-relevo, que revelam um evidente sincretismo religioso de tradição cristã.

Eremitério do Castro do Muro de Cunhas. Foto TR/VB

O eremita José, que construiu, decorou e ocupou o eremitério do Castro do Muro de Cunhas em finais do séc. XX, abandonou o local nos inícios do século XXI, reinstalando-se há poucos anos no santuário de Nossa Senhora das Neves.

Localização

Os estradões de terra batida não são aptos para veículos ligeiros.

Saiba mais sobre o Parque Arqueológico do Vale do Terva (PAVT) aqui.

Fonte: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho 2014, Rotas do Parque Arqueológico do Vale do Terva, Câmara Municipal de Boticas, Boticas.

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