O Mel do Barroso

A produção do mel desde sempre teve grande importância no concelho. Assim o testemunham provas materiais como uma grande dorna, localizada junto à igreja paroquial de Vila Grande de Dornelas, onde a população local colocava os tributos, em cera, pagos ao arcebispado de Braga, como vem referido nas memórias paroquiais de 1758 (Capela e Borralheiro, 2001).

 

Dorna em Vila Grande.

 

O papel da apicultura no concelho encontra-se também reflectido no brasão do município, onde a imagem de uma abelha se destaca.

O Mel do Barroso, constitui uma verdadeira dádiva da natureza, que a mão e sabedoria do homem souberam aproveitar. Provém das abelhas Apis mellifera mellifera, que o criam e depositam nos favos das colmeias, a partir do néctar das flores caraterísticas desta região montanhosa, como o queiró e a urze.

É um mel de cor acentuadamente escura, possuindo um teor de pólen de ericácias superior a 35%, com um aroma e sabor únicos, que o torna um produto invulgarmente rico e apreciado.

Nos últimos anos, aproveitando a vasta e rica flora existente, a produção de mel tem vindo a consolidar-se. Para esta tendência tem contribuído a divulgação deste produto nas feiras da especialidade, onde tem obtido inúmeros prémios, e a certificação de produto com Denominação de Origem Protegida (DOP), atribuída à marca “Mel de Barroso”, promovida pela Cooperativa Agrícola de Boticas. 

 

Fonte: Câmara Municipal de Boticas 2006, Preservação dos Hábitos Comunitários nas Aldeias do Concelho de Boticas, Boticas / Fotografia: Dorna – TR; abelha e mel – Pexels

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