Via Medieval do Castelo da Contenda

PAVT / Rota das Vias

Com a nova estruturação de povoamento na Idade Média, organiza-se uma nova rede viária regional, passando a ligação de Chaves ao Minho a fazer-se preferencialmente pelos eixos meridionais de Alturas do Barroso-Ruivães e de Salto–Rossas, em detrimento da antiga ligação pela zona de Montalegre, provavelmente por ainda não estar bem estabelecida a apropriação deste espaço por parte da coroa portuguesa, como parece denunciar a tardia construção do castelo de Montalegre, já no século XIV.

Na bacia inicial do rio Terva, para além da desaparecida ponte de cantaria que fazia a passagem do rio entre Sapelos e Sapiãos, na via que seguia para sul pela ponte de Carvalhelhos, apenas se conserva uma importante via local de época medieval, ainda com longos troços de pavimento lajeado.

Trata-se da via Arcos-Bobadela, já referenciada nas Inquirições de Afonso III, de 1258. Ligando as povoações de Cervos e Arcos (em Montalegre), a Bobadela e Sapiãos (em Boticas), esta via servia igualmente, a meio do seu percurso, o castelo medieval das Fragas da Contenda, o qual testemunha os primeiros esforços de organização do território ao tempo do Condado Portucalense.


Fonte: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho 2014, Rotas do Parque Arqueológico do Vale do Terva, Câmara Municipal de Boticas, Boticas.

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