Património

Natural

Boticas dispõe de uma elevada diversidade e riqueza natural, que se reflecte na qualidade das paisagens que vestem a região e se comprova pela presença de inúmeras espécies de animais e vegetais com estatuto de conservação.

A geomorfologia do terreno, que torna por vezes complicado o acesso a algumas regiões, permitiu que, durante anos, os ecossistemas naturais se mantivessem bem conservados. Em algumas situações, a actividade humana contribuiu para o enriquecimento dos ecossistemas naturais e para a fixação de muitas espécies, de que são exemplo os ecossistemas agrícolas e a criação de clareiras para a exploração de lameiros e pastagens.

Aldeia de Vilarinho Seco

Arquitetónico

A diversidade geográfica que impera em Boticas, acabou, também, por ditar as suas leis, quando se tratou de gerir o espaço. Uma aldeia de Boticas, pode definir-se como um punhado de casas erguidas em redor de uma ou mais “praças”, de onde partem os arruamentos, com largura ideal para permitir a circulação dos carros de bois, mas num só sentido. Quando havia necessidade de circular, em sentido oposto, havia que esperar num largo ou numa entrada de casa, a passagem do outro veículo, quando não das várias manadas de bovinos, caprinos e ovinos. Dificilmente se pode compreender uma povoação destas sem a presença obrigatória de tais animais.

Elemento fulcral em todas as aldeias é a presença, obrigatória, da igreja, encontrando-se esta na cabeça da freguesia, e da capela, quando se trata de uma aldeia.

Embora nem sempre a igreja defina o epicentro do povoado, era a ela que convergiam os vários arruamentos, porque era também por ali que passava muita da vivência do quotidiano de cada freguesia: as festas em honra do padroeiro, as festividades cíclicas mais importantes do calendário litúrgico e os ritos típicos da religião cristã-católica.


Fonte: Associação de Municípios do Alto Tâmega 2007, Atlas/ Guia das Rotas do Alto Tâmega, Chaves. / Fotografia: TR

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