Galerias Ripícolas das Freitas e Lameiros de Bobadela

PAVT / Rota Natura

As galerias ripícolas, normalmente associadas a lameiros, são dominadas pelos amieiros (Alnus glutinosa) nas zonas de baixa e média altitude e pelos vidoeiros (Betula alba) nas zonas de maior altitude. Bem conservadas no vale, as galerias apresentam-se contínuas, com árvores de grande dimensão e por vezes com mais de uma fiada de cada lado das linhas de água.

No final da Primavera os lameiros apresentam uma rica paleta de cores, de grande beleza, fruto da sua grande diversidade florística, em que se destacam várias espécies de orquídeas selvagens, que geralmente despertam grande interesse (Dactylorhiza maculata, Orchis coriophora, Serapias lingua, Serapias cordigera).

É nestas zonas e nos bosques associados que se regista a maior concentração de espécies faunísticas de diferentes grupos, com destaque para a avifauna, como o guarda-rios (Alcedo atthis) ou o melro-d’água (Cinclus cinclus), para a mamofauna, como a lontra (Lutra lutra), a raposa (Vulpes vulpes) ou o corço (Capreolus capreolus) e para a herpetofauna, como a rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi) e o cágado-de-carapaça-estriada (Emys orbicularis).


Fonte: Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho 2014, Rotas do Parque Arqueológico do Vale do Terva, Câmara Municipal de Boticas, Boticas. / Fotografia: TR

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